Saiba as regras para ir à praia com sua família em Portugal no verão 2020

Praia do Meco, Sesimbra

Com a proximidade do verão no hemisfério norte, o destino de férias preferido por muitas famílias é a praia.

Com cerca de 943 km de litoral e um clima que garante dias ensolarados de julho a setembro, Portugal acaba por ser um destino muito procurado por muitos turistas que procuram um destino de praia para passar as férias. Afinal Portugal é um destino mais barato quando comparado a outros destinos de praia na Europa como as Grécia e Espanha, por exemplo.  Esse ano, com a pandemia COVID-19, um outro fator que pode atrair turistas para as praias portuguesas é o sucesso do país no combate ao COVID 19.

Com o verão a porta, e um plano de desconfinamento em andamento, espera-se que aos poucos o país se abra para o turismo e as praias do país voltem a ser procuradas tanto pelos portugueses como por turistas de países vizinhos.

Se as praias portuguesas estão no radar de suas férias em família neste verão, fique atento às regras e restrições definidas pela Direção Geral da Saúde no manual ““Ir à Praia em segurança” , divulgado na semana passada.  As determinações estabelecidas no manual deverão ser cumpridas por todos que frequentarem as praias de Portugal enquanto durar a pandemia COVID-19.

A época balnear inicia-se oficialmente apenas em 6 de junho, mas com a subida das temperaturas nos últimos dia, muitas praias já estão recebendo visitantes e é importante conhecer as regras a serem seguidas para que minimizar o risco de contágio e garantir a diversão de toda família na praia.

O que é importante saber para ir as praias portuguesas neste verão 2020?

  • As praias serão classificadas de acordo com sua capacidade potencial de ocupação. Haverá sinalização para indicar o seu estado de ocupação (Verde: ocupação baixa /Amarelo: ocupação elevada /Vermelho: ocupação plena);
  • Recomenda-se que antes de se deslocarem até as praias, os banhistas consultem o estado de ocupação das mesmas através da aplicação móvel “Info praia”;

Baixe o aplicativo.

Aplicação de telemóvel (celular) Info Praia
  • As praias que tiverem mais de uma entrada deverão ter uma zona exclusiva para entrada e outra para saída;
  • A distância física de segurança de 1,5 metros deverá ser respeitada por todos que não pertençam a um mesmo grupo no areal;
  • Os chapéus de sol deverão respeitar a distância de 3 metros entre si;
  • Escorregas, chuveiros interiores de corpo ou de pés, e outras estruturas similares serão proibidos;
  • Chuveiros exteriores de corpo ou de pés, espreguiçadeiras, colchões, cinzeiros de praia, deverão ser limpos diariamente, sendo desinfetados em sua montagem e sempre que haja mudança de utente (usuário);
  • Os apoios de praia, bares, restaurantes e esplanadas deverão seguir todas as recomendações definidas pela DGS para o setor de restauração;
  • Vendedores ambulantes deverão usar máscara ou viseira;
  • As atividades esportivas que envolvam duas ou mais pessoas são proibidas. Com exceção para as aulas promovidas por escolas ou instrutores de surf e de esportes similares (limite de 5 participantes por instrutor).

Além das regras específicas sobre as praias deve-se continuar a cumprir as 5 regras de prevenção:

  • distanciamento físico (mínimo 2 metros);
  • limpeza frequente das mãos;
  • etiqueta respiratória;
  • limpeza e higienização dos espaços;
  • utilização de equipamento de proteção (máscara e/ou viseira) nos locais de uso obrigatório.

O Manual completo em pdf está disponível na página da Agencia Portuguesa do Ambiente ou diretamente aqui.

Se tiver alguma dúvida em relação ao manual de praia ou outra questão relacionada a fase de desconfinamento em Portugal deixe uma mensagem nos comentários que responderei assim que possível. Obrigada pela leitura e até o próximo post!

Hoje celebra-se o Dia da Espiga em Portugal

Dia da Espiga

Hoje, celebra-se a Quinta-feira da Espiga ou Quinta-feira da Ascensão.

A celebração tem origem cristã e marca a subida de Jesus Cristo aos céus 40 dias após a ressurreição, ou seja, 40 dias após a Páscoa.

Em Portugal, país de forte tradição católica, o dia da Espiga foi feriado nacional até 1952, quando a data passou a ser celebrada apenas dentro da Igreja Católica no VII Domingo da Páscoa.

Mas ainda hoje, muitos municípios portugueses localizados em áreas rurais, mantem a tradição das celebrações do Dia da Espiga com muitas pessoas indo aos campos para colher espigas e flores para formar seu ramo e conservá-lo atrás da porta de casa.  Um tradicional ramo de espiga deve conter espigas de trigo (sempre em número ímpar), um pequeno ramo de oliveira, papoilas, margaridas e varas de videira.

Cada flor no ramo da espiga tem um significado especial:

  • espiga: é o elemento mais importante do ramo, representa o pão e prosperidade;
  • malmequer: representa a fortura;
  • papoila: representa o amor;
  • ramo de oliveira: representa paz;
  • alecrim: representa saúde;
  • videira: representa alegria.

No município de Arruda dos Vinhos, pequena cidade do Distrito de Lisboa, o Dia da Espiga é um feriado municipal!

Arruda dos Vinhos

Há um ano tivemos a felicidade de participar de sua celebração, com direito a assistir a missa da Ascensão na Igreja da N.ª Sra. da Salvação, procissão à Senhora do Monte, Benção dos Campos na Ermida de N.ª Sra. do Monte e atuação do grupo de dança folclórica Rancho Folclórico Podas e Vindimas de Arruda dos Vinhos.

Para nós do Rio de Janeiro foi uma grande oportunidade de testemunhar a valorização das tradições regionais de uma cidade do campo localizada a apenas 30 min do centro de Lisboa.

Esse ano não haverá celebrações devido a pandemia do COVID-19. Esperamos que no próximo ano o Dia da Espiga possa ser celebrado como manda a sua tradição!

Plano de Desconfinamento avança em Portugal e restaurantes e museus reabrem

Hoje, dia 18 de maio, o Plano de Desconfinamento avança em Portugal, com o início de uma nova fase onde mais atividades e setores da economia voltam a funcionar conforme as regras estabelecidas pela Direção Geral de Saúde.

A data coincide também com o Dia Internacional dos Museus, e grande parte dos Museus em Portugal reabrem hoje.

Aos poucos as pessoas vão voltando as ruas e a vida vai começando a voltar a normal. Ou melhor, a vida vai tomando a forma do novo normal.

Segue abaixo um resumo do que abre hoje em Lisboa:

Comércio

  • Lojas com porta aberta para a rua até 400m2 ou partes de lojas até 400 m2
  • Restaurantes, cafés e pastelarias, com lotação a 50%
  • Esplanadas (são os espaços nas ruas utilizados pelos restaurantes)

Cultura:

  • Museus, monumentos e palácios, galerias de arte e similares

Em Lisboa, conforme informações da Câmara Municipal, “para garantir a segurança de todos, os visitantes devem seguir as indicações afixadas e/ou transmitidas pelos trabalhadores dos museus e galerias, de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde e da legislação em vigor relativo às medidas preventivas da pandemia da Covid-19, designadamente:

• uso de máscara obrigatório no interior;

• acesso limitado a um determinado número de visitantes, variável em função das características e dimensões dos edifícios;

• manter distanciamento social.”

Quais os museus e monumentos que eu vou poder visitar em Lisboa a partir de hoje?

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OBS: A Torre de Belém e o Castelo de São Jorge continuam fechados por enquanto.

Para consultar horários e condições de visitação é aconselhado visitar a página oficial de cada museu, pois alguns ainda vão funcionar com horários reduzidos.

No que diz respeito a restaurantes, também é aconselhado telefonar ou verificar nas redes sociais do restaurante, os dias e horários de funcionamento e a necessidade de reservas, para evitar deslocamentos desnecessários, já que nem todos os restaurantes reabrem hoje. Alguns ainda estão em fase de adaptação de seu espaço e equipa para atender as novas regras de higiene e segurança.

Espero que tenha gostado da informação e compartilhe esse post em suas redes sociais a fim de que mais pessoas tenham acesso a essa informação.

Dia Internacional da Família

Hoje, dia 15 de maio, é comemorado o Dia Internacional da Família, estabelecido pela Assembleia Geral da ONU com o intuito de discutir e traçar projetos para o futuro da instituição familiar.

Ao olhar para a imagem deste post, com recordações de nossas viagens por Portugal, me ocorreu que no momento, devido a pandemia do COVID-19, viajar não estará nos planos de muita gente num curto/médio prazo. Muitas famílias em todo mundo estão perdendo seus empregos por conta dessa crise e o setor do turismo está sendo um dos mais afetados.
Sempre acreditei que viagens em família são uma excelente forma de criar vínculos e memórias para toda a vida e foi a partir dessa inspiração que eu criei o Lisbon for Families. Mais do que um perfil no Instagram, um blog, para compartilhar com todos que gostam de viajar os encantos de Lisboa e Portugal, mostrando como esse é um destino perfeito para as famílias.
O Lisbon for Families tem o objetivo de mostrar que para cada perfil de família, com diferentes idades, interesses e orçamentos, existe uma “Lisboa” sob medida. Além disso, sendo a capital de um país pequeno em território, mas grande em tradições, história, cultura, gastronomia e belezas naturais, Lisboa é a base perfeita para explorar Portugal.
E mesmo que não seja possível organizar sua viagem num futuro próximo, vou continuar com o compromisso de trazer conteúdos relevantes para ajudar quem quiser planejar a sua visita à Lisboa e Portugal.
Ao pensar nas muitas famílias que dependem do turismo para sobreviver, a partir de hoje, divulgarei através do stories dicas de serviços, produtos e restaurantes locais, preferencialmente de pequenos empreendedores, de modo a dar uma pequena colaboração para que em breve superem essa crise e consigam dar continuidade aos seus negócios.
Por hora, mantenham o distanciamento social, mas lembrem-se de passar por aqui e acompanhar o Lisbon for Families!
Feliz dia da Família!

Castelo de São Jorge, lugar imperdível para visitar em Lisboa com a família

ATENÇÃO: O Castelo de S. Jorge está encerrado na sequência do Plano Nacional de Preparação e Resposta à doença por novo coronavírus (Covid-19).

Tempo estimado de visita: 1:30 a 2h

Vir a Lisboa e não visitar o Castelo de São Jorge é como ir a Roma e não ver o Papa.

Embora pareça um passeio óbvio para quem vem à Lisboa pela primeira vez, não o subestime, ele tem muito mais a oferecer do que você possa imaginar. Não é à toa que ele está em qualquer lista das melhores atrações da cidade.

Além de rico em História, tendo sido o cenário do episódio da conquista de Lisboa em 1147, o Castelo de São Jorge tem atrativos para todas as idades e interesses.

Por estar localizado na mais alta colina de Lisboa o seu miradouro proporciona vistas panorâmicas para a cidade e para o Rio Tejo, além de estar ao lado do bairro mais antigo e tradicional de Lisboa, a Alfama.

Já visitei o Castelo de São Jorge inúmeras vezes e sei que ainda vou visitar mais algumas. Faço questão de acompanhar amigos ou familiares em visita na cidade para descobrir um pouco mais desse espaço, pois há sempre algum detalhe novo a descobrir.

Por que visitar o Castelo de São Jorge com sua família?

Este património histórico é uma das maiores heranças mouras de Lisboa. A fortificação, foi construída pelos muçulmanos em meados do século XI e servia como último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela. Depois da conquista de Lisboa, em 1147, quando Dom Afonso Henriques com a ajuda dos cruzados tomou a cidade dos mouros, o castelo foi ocupado pelos cristãos após um cerco de aproximadamente três meses.

O castelo viveu ainda seus momentos áureos de Paço Real, sendo utilizado pelo rei e sua corte. Foi palco de grandes momentos, como a recepção feita pelo Rei Dom Manuel ao navegador Vasco da Gama depois de regressar da Índia no século XVI.

Além do contexto histórico, ao visitar o Castelo de São Jorge você ganha de brinde uma vista deslumbrante de Lisboa. Do miradouro do Castelo é possível avistar grande parte da cidade, principalmente as zonas da Baixa Pombalina, Praça do Comércio, Avenida da Liberdade, Chiado e o Rio Tejo.

Para as famílias que vem a Lisboa com crianças, encontrarão aqui um amplo espaço ao ar livre para descontrair um pouco com a família.

E finalmente, para se chegar ao Castelo, você terá que subir a colina do Castelo e a caminhada em si já é uma grande atração.

O que ver numa visita ao Castelo de São Jorge com a sua família?

Após passar pela bilheteria, o acesso ao Castelo é feito por catracas que dão acesso diretamente aos jardins e miradouro. Minha sugestão é seguir pela direita, e ir diretamente para a parte fortificada, o Castelejo, deixando os jardins e o miradouro para serem explorados no final.

Ao entrar na fortificação, suba as escadas que dão acesso às muralhas. Lá de cima, você verá a cidade de diferentes ângulos.

Procure a sala onde ocorrem as sessões da Câmera Escura, um sistema ótico de lentes e espelhos que permite observar em tempo real os monumentos e as zonas mais emblemáticos da cidade. É como estar em um tour guiado por Lisboa, mas sem sair do lugar e sem precisar gastar mais nada (a visita já está incluída no valor do bilhete). As sessões ocorrem de 20 em 20 min em diferentes idiomas (português, inglês, francês e espanhol) sempre que as condições do tempo permitirem. Basta ficar na fila ao lado da sala e esperar sua vez, já que as sessões são limitadas a apenas 20 pessoas.

Após explorar um pouco a estrutura das muralhas, saia e permita-se relaxar um pouco nos jardins e miradouro.

Se você tiver interesse em história e tiver tempo suficiente, visite o Núcleo Museológico, onde poderá ver uma coleção de objetos encontrados na área arqueológica (Núcleo Arqueológico), que comprovam as diferentes culturas que desde o século VII a.C. ao século XVIII foram contribuindo para a construção da Lisboa da atualidade, com particular destaque para o período islâmico do século XI-XII.

Visitar o Castelo de São Jorge para famílias com crianças e idosos

O castelo costuma agradar crianças de diferentes idades. Os menores vão se encantar com a estrutura do castelo, sua ponte e os diversos pavões que vivem soltos pelo jardim. A propósito, os pavões do Castelo são um espetáculo à parte, desfilam, exibindo-se aos turistas e surpreendem a todos com seus pequenos voos para alcançar os galhos das árvores. O seu lugar preferido são as árvores próximas ao café do castelo.

Se bater uma fome durante a visita, o café possui algumas opções de lanches rápidos. Os banheiros também ficam próximos ao café.

Há que se ter uma atenção especial com crianças e idosos na área do jardim e miradouro, pois o terreno é bastante irregular. A subida às muralhas também merece atenção redobradas com idosos e crianças, já que o caminho é estreito.

Como chegar ao Castelo

A melhor maneira de se chegar ao Castelo é subir a pé pelas ruas da Alfama, Mouraria ou Sé (vai depender de qual for o seu ponto de partida) e ir sentindo o clima dessas regiões que são as mais tradicionais e antigas da cidade.

Mas se no seu grupo há alguma pessoa com mobilidade reduzida, subir as ladeiras até o Castelo torna-se difícil e o melhor é pegar algum tipo de transporte.

Se quiser pegar o transporte público, o mais adequado é pegar o ônibus 737 (autocarro) na Praça da Figueira que vai deixá-lo bem próximo a entrada do monumento.

No caso de preferir o transporte individual, prefira o táxi ao Uber ou outros serviços de transporte individual de passageiros por plataformas digitais.  A região do Castelo é uma das Zonas de Acesso Automóvel Condicionado estabelecidas pela Câmara Municipal de Lisboa e o acesso à carros particulares é condicionado, entretanto os táxis têm livre acesso.

Dicas importantes para visitar o Castelo de São Jorge

  • Antes de sua visita consulte horários e preços de bilhetes na página oficial do Castelo;
  • A maior parte da visita é ao ar livre, lembre-se de planejar a sua visita para um dia de tempo bom, se for possível;
  • Para evitar filas na bilheteria, principalmente nas épocas de alta temporada, como verão e feriados, compre os bilhetes antecipadamente pela internet;
  • Não deixe de visitar a Câmera Escura, é mesmo imperdível, principalmente se você não pretende fazer nenhum tour guiado pela cidade. Em 20 minutos você terá um bom resumo das características da cidade e de fatos marcantes de sua história.
  • Acompanhe a página do Castelo de São Jorge no Facebook. Lá são publicados muitos eventos, visitas guiadas e outras atividades pedagógicas, muitas dedicadas ao público infantil. Super interessante para a criançada aprender um pouco mais sobre este monumento de forma lúdica e divertida.
  • Dependendo da época do ano de sua visita, considere visitar o Castelo no fim da tarde para apreciar o pôr do sol. Lembre-se apenas de consultar o horário do por do sol e o horário de encerramento do castelo para poder conciliar o tempo de visita.

Para demais informações consulte a página oficial do Castelo https://castelodesaojorge.pt/

Castelo de São Jorge

R. de Santa Cruz do Castelo, 1100-129 Lisboa

email: info@castelodesaojorge.pt

Se gostou dessas dicas, compartilhe em suas redes sociais ou por email. E se tiver alguma dúvida ou sugestão para melhorarmos o conteúdo deste post não deixe de entrar em contato.

Até o próximo post!

Portugal se prepara para o fim do confinamento devido ao covid-19

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Em dois de maio termina o atual estado de emergência em Portugal e o país começa a se preparar para o término do confinamento geral.

Hoje o Governo Português divulgou o Plano de Desconfinamento com um cronograma a fim de que gradativamente a economia e a vida em sociedade possam voltar à normalidade. Embora saibamos que a nova normalidade deverá ainda estar bem distante do que estávamos acostumados antes da pandemia do covid-19 e que será uma nova fase de ajustes e adaptações.

Tais medidas serão reavaliadas conforme a evolução do número de casos de covid-19 ao longo do período de desconfinamento pela Direção Geral de Saúde e da monitorização do impacto que o desconfinamento poderá ter nos números.

Abaixo segue um resumo dos principais marcos desta nova fase já divulgados pelas autoridades, baseados no que foi divulgado até a data de publicação deste post, 30/04/2020.2 de maio –Sábado -Término do Estado de Emergência

4 de maio – Segunda-feira – Reabre o comércio com lojas com até 200 metros quadrados, incluindo livrarias, cabeleireiros e stands de automóveis. O comércio local é privilegiado.

6 de maio – Prevista a conclusão do “Manual de Ida à Praia” pelo governo, onde serão definidas a lotação máxima e as restrições de acesso conforme a dimensão das praias. O manual das praias também deverá prever o uso de máscaras nos bares e restaurantes de apoio.

18 de maio – Creches e escolas abertas para 11.º e 12.º anos. Restaurantes voltam a funcionar, mas tendo que seguir as novas “regras de controlo de entrada”, que incluem a medição da temperatura corporal dos trabalhadores e dos clientes e o limite de capacidade a fim de garantir as normas de distanciamento social entre as pessoas. Museus, monumentos e palácios, galerias de arte, salas de exposições e similares reabrem.

1 de junho – Reabertura do pré-escolar e do comércio em geral, incluindo centros comerciais. Cinemas, teatros, salas de espetáculos, auditórios (com lugares marcados, lotação reduzida e distanciamento físico)

Uso obrigatório de máscaras nos transportes públicos, escolas, comércio e outros locais fechados com múltiplas pessoas

Quanto a reabertura de hotéis, ainda há muita incerteza. Há uma expectativa por parte do setor hoteleiro de que possa ocorrer uma abertura gradual a partir de junho, mas que dependerá da evolução da pandemia, conforme informações disponíveis no site da Associação da Hotelaria de Portugal.

O mais provável é que apenas a partir de julho os hotéis voltem a funcionar. O que já se sabe é que os hotéis vão receber um “selo de garantia” se cumprirem todas as recomendações da Direção Geral de Saúde (DGS) e pela Organização Mundial do Turismo (OMT).

Tendo em vista todo esse cenário, o fato é que ainda teremos que conviver por um bom tempo com o vírus. A partir de agora, hábitos e procedimentos de higiene e de proteção individual terão que ser incorporados em nossas vidas para que pelo menos a economia possa voltar a funcionar.  Quanto ao turismo em Lisboa e em Portugal, ainda é cedo para termos alguma previsão de quando as coisas voltarão ao normal.

Continuaremos acompanhando as notícias e determinações das autoridades portuguesas e assim que tivermos mais novidades, faço novas atualizações.

Vamos continuar seguindo as orientações das autoridades sanitárias para que em breve possamos voltar a explorar Portugal e Lisboa!

Para acessar o Plano de Desconfinamento completo, acesse a página oficial da República Portuguesa.

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/documento?i=plano-de-desconfinamento

Fiquem bem e com saúde!

25 de Abril, o Dia da Liberdade em Portugal

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Hoje comemora-se o Dia da Liberdade em Portugal! O feriado nacional marca a revolução do 25 de Abril que pôs fim ao regime ditatorial que imperava no país desde 1933 com a implantação do Estado Novo por Antônio Salazar.

Foram 41 anos sob regime autoritário que impunha sérias restrições de liberdade, censura e ausência de direitos aos portugueses. A insatisfação popular era grande, mas foram os militares que organizados no Movimento das Forças Armadas planejaram um golpe de estado para derrubar o governo.

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, os militares saíram dos quartéis e com o apoio de emissoras de rádio conduziram o golpe. As rádios transmitiriam a senha que daria aos vários quartéis o sinal de que a Revolução estava em curso. As senhas eram duas músicas: E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho e Grândola Vila Morena, de José Afonso.

A revolução também é conhecida por Revolução dos Cravos pois a certa altura, uma senhora que levava flores começou a distribuir cravos aos soldados. Os soldados enfiaram o cravo no cano da espingarda e os civis puseram a flor ao peito. 

O Largo do Carmo foi o grande palco desta revolução pois os militares cercaram o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.

Todos os anos esta data é comemorada com grandes festejos e desfiles pelas ruas de Portugal, mas esse ano devido as restrições em vigor face ao COVID-19, a celebração terá que ser em casa! Viva a Liberdade!

Livros para ler antes de visitar Lisboa

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Quando ler ao ar livre era possível.

Nestes tempos de pandemia global, viajar é um verbo que conjugamos na nossa imaginação. As visitas virtuais aos museus e monumentos históricos disponíveis no Google Arts & Culture e nas páginas oficiais dessas instituições são uma boa forma de aproveitar o tempo livre (se é que sobra algum). Para mim, uma amante da leitura, a melhor forma de viajar sem sair do lugar é mesmo com a ajuda dos livros.

Quantas vezes lemos um livro e ao assistir sua versão em filme ficamos decepcionados? Inúmeras, não é mesmo? Nossa mente é capaz de nos levar para diversos lugares com uma riqueza de detalhes impressionante. Por isso, a leitura é um ótimo hábito para os dias de confinamento. Além de ser uma ótima forma de nos distrair um pouco das notícias, afinal após tantos dias de confinamento em casa, ninguém aguenta mais ouvir falar de COVID-19 24 horas por dia.

Para as pessoas que tiveram sua viagem à Lisboa frustrada por essa pandemia, ou que já planejavam vir para cá em algum momento da vida, convido-os a aproveitarem esse momento para visitarem Lisboa através da leitura. Ler livros, sejam guias de viagem ou romances onde Lisboa é o cenário, é uma ótima forma de se preparar para sua futura viagem. Sim, porque em breve isso tudo vai passar e você poderá realizar o seu sonho e passear por essa cidade linda.

Enquanto isso selecionei quatro romances de escritores portugueses que se passam na capital portuguesa e que irão te ajudar a entender um pouco de sua História e formação, além de te ajudar a se familiarizar com nomes de locais, relevo da cidade e hábitos lisboetas.

Se você conseguir ler a edição portuguesa do livro é ainda melhor para começar a se habituar com o estilo e vocabulário dos portugueses. Acredite, mesmo que sua língua materna seja o português, a língua portuguesa falada em Portugal tem algumas diferenças bem marcantes em relação ao português falado no Brasil por exemplo.

1.Quando Lisboa tremeu, Domingos Amaral

Quando Lisboa Tremeu, Domingos Amaral

Neste romance, Domingos Amaral, um jornalista e escritor português contemporâneo, retrata uma aventura na Lisboa do grande terremoto de 1755. O livro começa na manhã de 1 de novembro de 1755 e conta as histórias de cinco personagens principais, que terão seus caminhos cruzados ao longo da história. Pelas experiências dos personagens durante o terremoto, vamos entendendo o que se passou naquele fatídico dia e nos que se seguiram, bom como conhecemos o importante papel do Marques de Pombal na reconstrução da cidade.  Domingos Amaral consegue transformar o terror do terremoto numa leitura agradável e divertida e nos ajuda a entender um pouco um dos acontecimentos mais marcantes da história da cidade de Lisboa.

2. História do Cerco de Lisboa, José Saramago

Neste romance de José Saramago, o grande escritor português dono de um Nobel de Literatura, faz um paralelo entre a Lisboa da década de 80 com a Lisboa de 1147, do episódio da reconquista cristã quando estava sob o domínio dos mouros.

O livro intercala o presente vivido pelo revisor de livros Raimundo Silva, com o passado da história real do cerco de Lisboa, já que o personagem é incumbido de revisar o texto de um livro da história do cerco de Lisboa. Ao acompanhar Raimundo em suas andanças pela cidade passamos pelas ruas da região do Castelo onde o personagem vive, Baixa e outros pontos da cidade. Nas passagens que relatam o episódio do Cerco, somos transportados aos meses em que o Rei D. Afonso Henriques e suas  tropas cercaram a Lisboa moura para conquistá-la.

O livro foi publicado em diversas línguas (inglês, francês, espanhol, italiano, entre outras) . Para todas as línguas que o livro foi publicado consulte https://www.josesaramago.org/historia-cerco-de-lisboa-1989/

3. Os Maias, Eça de Queirós

Em “Os Maias”, o grande escritor da língua portuguesa, Eça de Queirós, utiliza o seu realismo descritivo para criticar a sociedade lisboeta do século XIX.

“Os Maias” retratam a saga da família Maia ao longo de três gerações. As descrições quase fotográficas de Eça de Queirós levam o leitor por ruas e pontos emblemáticos de Lisboa, tais como Largo de São Carlos, o Passeio Público (hoje Avenida da Liberdade), Cais do Sodré e  Chiado.

Embora eu ainda não tenha acabado de ler “Os Maias”, não poderia deixá-lo de fora desta lista.

https://www.goodreads.com/book/show/2268171.Os_Maias

4. Enquanto Salazar dormia, Domingos Amaral

Enquanto Salazar dormia, Domingos Amaral

Neste romance , Domingos Amaral nos leva a conhecer a Lisboa da II Guerra Mundial. Portugal, por ter sido um território neutro no conflito, recebeu muitos refugiados e acabou por se tornar em palco para muitas ações de espionagem, com muitos espiões dos países do Eixo como dos Aliados tendo escolhido Lisboa para suas conspirações.

O livro relata as memorias de seu personagem principal Jack Gil, um espião luso-britânico cuja missão era desmantelar as redes de espionagem nazis que atuavam por todo o país. Ao acompanhar as aventuras de Jack, tanto de espionagem quanto as amorosas, vamos passando por cenários como Alfama, Ericeira, Estoril e Cabo de São Vicente.

Espero que gostem das sugestões. Se tiverem alguma outra dica de leitura sobre Lisboa para incluir nessa lista, compartilhe nos comentarios!

Boa leitura!

Um roteiro pela vida e obra de Fernando Pessoa em Lisboa

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“Hommage à Pessoa”, escultura de Jean-Michel Folon

Para quem é falante da língua portuguesa, Fernando Pessoa dispensa apresentações. Mas quem não é português, ou brasileiro, pode não ter ouvido falar neste grande escritor e poeta português do século XX. Uma figura de certa forma excêntrica e enigmática, que usava heterônimos para assinar grande parte de sua obra. Aliás, foi através de Fernando Pessoa que passei a conhecer esse termo e a partir daí minha curiosidade por ele só aumentou.

Largo de São Carlos, Chiado

No último sábado antes de ser decretado Estado de Alerta em Portugal por conta do surto do novo Corona vírus, participei do percurso “Quando vejo esta Lisboa”, organizado pela Casa Fernando Pessoa. Eu nem imaginava que seria a minha última saída de lazer antes de ser recomendado o isolamento social.

A Casa Fernando Pessoa, localizada no bairro de Campo de Ourique, é a casa que foi habitada pelo escritor nos seus últimos 15 anos de vida e que hoje funciona como casa museu sobre a vida e a obra de Fernando Pessoa. Atualmente, encontra-se fechada para obras de remodelação, mas a sua programação continuava acontecendo e sendo divulgada em sua página.

O percurso “Quando vejo esta Lisboa” é um roteiro guiado pela vida e obra de Fernando Pessoa. O percurso é feito à pé e dura aproximadamente 90min, passando por pontos do Chiado e da Baixa, locais que fizeram parte do quotidiano de Fernando Pessoa.

“Quando vejo esta Lisboa”

Nosso passeio começou no Largo de São Carlos(1), em frente ao prédio, onde no 4º andar Fernando Pessoa nasceu em junho de 1888, e viveu até os seus cinco anos. Ainda em frente ao prédio encontra-se a escultura “Hommage à Pessoa”, uma homenagem ao poeta, do artista belga Jean-Michel Folon, que habita o Largo desde 2008.  

As duas funcionárias da Casa Fernando Pessoa que guiaram o nosso circuito Pessoano, explicou o sistema da visita. A cada ponto de parada, seria feita uma pequena explicação sobre o local e sua relação com Pessoa e ao final um participante do grupo era convidado a ler um pequeno trecho da obra do poeta.

Em seguida, seguimos para a Rua Garret no Chiado, para conhecer a igreja onde Pessoa foi batizado, a Basílica dos Mártires (2). Os sinos da igreja que ficam na mesma altura do apartamento onde Pessoa viveu no Largo de São Carlos marcou sua memória, estando presente em seus poemas.

Basília dos Mártires

A atual basílica foi construída no lugar em que D. Afonso Henriques, no ano de 1147, mandou construir uma ermida em memória dos “Mártires” que morreram na batalha pela conquista de Lisboa. Em 1755, a paróquia já era uma grande basílica, mas foi destruída pelo grande terremoto, sendo reconstruída em 1784.

Ao entrar na igreja,  pelo lado esquerdo, de imediato me impressiono com uma imponente porta dourada de ferro, onde vemos a inscrição “Nesta paróquia se administrou o primeiro batismo” (do lado direito) e  “Depois da tomada de Lisboa aos mouros no ano de 1147” (do lado esquerdo). A porta guarda a suntuosa pia batismal, onde Pessoa foi batizado. A igreja toda me impressiona pelo tamanho, pelas pinturas no teto, pela luz que entra pelos vitrais. É linda!

Seguimos em frente. A próxima parada é o café A Brasileira (3), local frequentado por Pessa e muitos jornalistas, escritores e artistas.

O estabelecimento abriu em 1905 como uma mercearia para venda de grãos de café que o dono trazia do Brasil. Um pouco depois, em 1908, o local foi remodelado e passou a funcionar como café, tornando-se cenário dos principais encontros literários da cidade. O local foi o berço da revista Orpheu, revista literária que teve Pessoa como um dos idealizadores juntamente com outros nomes das letras e artes da época (1915), tais como Almada Negreiros e Cortes-Rodrigues, por exemplo. A publicação revolucionária, por sua forma e estilo não comuns na época, teve curta duração, tendo sido publicadas apenas duas edições por falta de recursos financeiros.

Na calçada em frente ao café, fica a famosa e concorrida escultura de Fernando Pessoa. A escultura em bronze é obra do artista Lagoa Henriques e foi inaugurada na década de 80.

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To seat by this gentleman, and take a picture with him, you will probably have to wait your turn in a line of tourists like you, waiting to take a photo with Fernando Pessoa, the great Portuguese writer and poet. The bronze statue by sculptor Lagoa Henriques, inaugurated in the ’80s, lays on the terrace of Café A Brasileira, where Fernando Pessoa used to write. Anyone planning a visit to Lisbon should consider reading “Lisboa: What The Tourist Should See". This Lisbon guide, which was originally written in English by 1925 and translated to Portuguese later, when it was published, is a nice way to get started on Pessoa’s work. The book covers most of Lisbon attractions through the point of view of the writer. A nice choice for anyone looking for a little bit of inspiration for your Lisbon visit! 📷📚 PT- Para ter o privilégio de sentar-se ao lado deste cavalheiro e tirar uma foto com ele, você provavelmente terá de esperar sua vez numa fila de turistas que como você querem tirar uma foto com Fernando Pessoa, o grande poeta e escritor português. A estátua em bronze, do escultor Lagoa Henrique, inaugurada nos anos 80, fica na esplanada do Café A Brasileira, onde Pessoa frequentemente sentava para escrever. Se Lisboa está nos seus planos de viagem, ler “Lisboa: O que o turista deve ver” é uma boa maneira de se iniciar na obra de Pessoa. Este guia de Lisboa, escrito originalmente em inglês supostamente em 1925 e traduzido para o português mais tarde quando foi publicado, cobre a maior parte das atracões da cidade pelo ponto do autor. Uma boa escolha para quem busca um pouco de inspiração para sua viagem a Lisboa!

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Mas devido as obras de reestruturação do pavimento que estão a ocorrer nos passeios do Chiado, o acesso a escultura está fechado por grades e a estátua totalmente coberta.

Continuamos nosso percurso em direção ao Largo do Carmo(4). Aqui paramos em frente ao edifício onde nosso poeta viveu num quarto alugado entre 1910 e 1912. As janelas da divisão onde Pessoa viveu tem dois desenhos alusivos a figura do personagem de nosso tour. O Largo do Carmo é famoso pelas Ruínas do Carmo, a antiga Igreja que foi parcialmente destruída pelo grande terremoto de 1755.

Do Largo do Carmo seguimos até a Rua da Assunção, passando por ruas escondidas que ainda não conhecia. Lisboa tem sempre de suas surpresas. Descemos em direção a baixa Pombalina, passando pelo Elevador de Santa Justa e chegamos a Rua da Assunção, 42 (5)

No segundo andar, ficava a sede da Firma Félix, Valladas & Freitas, Lda., onde Fernando Pessoa trabalhou como tradutor de cartas comerciais. Foi aqui que ele conheceu o grande amor da sua vida, Ofélia Queirós, com quem teve um romance. Ofélia tinha apenas 19 anos e o seu namoro com Pessoa, já com 31 anos, não era bem visto por sua família. O relacionamento foi às escondidas e foram trocadas inúmeras cartas e bilhetes amorosos.

Seguimos então em direção à Rua da Prata, 71 (6), onde no 1.º andar localizava-se a sede da firma Moitinho de Almeida & Cia. Comissões, onde Fernando Pessoa trabalhou durante mais de uma década (de 1924 a 1935). Foi aqui que Pessoa escreveu grande parte dos textos de Álvaro de Campos numa máquina de escrever da marca “Royal”, que hoje faz parte do acervo da Casa Fernando Pessoa.  A firma foi a representante da Coca Cola em Portugal, quando esta começou a ser comercializada no país e Pessoa ficou responsável por inventar um slogan para a sua promoção. A frase “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” não foi bem vista pelas autoridades da época e  a bebida acabou sendo proibida em Portugal. Só voltando a ser comercializada após a queda da ditadura em 1977.

Continuamos pela Rua da Prata em direção a Praça do Comércio, onde paramos em frente ao Café Martinho da Arcada (7). Aqui descobri que este é o café mais antigo de Lisboa, tendo sido inaugurado em 1782 pelo Marquês do Pombal, ainda com outro nome. Fernando Pessoa era frequentador assíduo e usava o café como se fosse o seu escritório de fim de tarde. A mesa de mármore que ele costumava sentar-se continua preparada até hoje e acredita-se que foi nela que Pessoa escreveu grande parte dos poemas que compõe Mensagem e o Livro do Desassossego.

Ali da Praça do Comércio seguimos até a beira do Tejo e paramos no Cais das Colunas(8).

Cais das Colunas

O Cais das Colunas era um lugar onde Pessoa parava de vez em quando para observar o Tejo e refletir e meditar. No dia do nosso passeio, o Cais das Colunas estava mais uma vez movimentado. Com muitos turistas a tirar fotografias e músicos de rua fazendo suas performances. E foi aqui que nosso percurso pessoano terminou.

Foi uma manhã incrível! Mesmo quem já conhece bem a cidade será beneficiado ao conhecer a Lisboa pelos olhos de Fernando Pessoa e entender um pouco sua relação com a cidade.

Esse percurso é organizado regularmente pelo Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa. Além das duas funcionárias do serviço educativo que atuarem como guias, o passeio foi todo acompanhado por uma intérprete de Língua Gestual Portuguesa, tornando a visita acessível para deficientes auditivos.

https://goo.gl/maps/fjVgaoK4r31RGzFAA

Fiquem atentos à programação da Casa Fernando Pessoa, pois tem sempre muitas atividades acontecendo. Infelizmente, com a atual situação de pandemia do novo corona vírus as atividades de visitas estão suspensas. Mas a programação online continua e pode ser acompanhada na página oficial da Casa e também pelo Facebook!

Fiquem em casa e fiquem bem!

Viajar em Família, a nossa inspiração!

Viajar em família é sempre um grande desafio! Conciliar gostos e preferências nem sempre é fácil, principalmente se a sua família tem pessoas de diferentes idades!

Com a nossa não é diferente, organizar roteiros de viagem exige uma dose de negociação e bom senso para que ninguém fique entediado o tempo todo enquanto apenas alguns se divertem.

Embora viajar com crianças pequenas envolva um bom planejamento logístico, já que é preciso carregar carrinho de bebê e mala com mudas de roupa e fraldas, agora, que meu filho já passou dessa fase, percebo que a dificuldade em o manter entretido nos passeios que eu meu marido escolhemos aumenta proporcionalmente com o avanço de sua idade.

Foi-se o tempo em que brincadeiras de bolinha de sabão ou um kit de carrinhos “hotwheels” na mochila, eram suficientes para entretê-lo. Correr atrás de pombos também fazia muito sucesso, embora eu nunca tenha gostado de pombos.

Agora, já com um quase adolescente em casa, vira e mexe somos questionados sobre os passeios que vamos fazer e para evitar que a frase “Que tédio!” seja falada a cada meia hora, somos desafiados ainda mais a planejar nossos passeios intercalando programas de acordo com os interesses nossos e os dele.

E quando decidimos levar a Vovó para passear conosco então? Mais um grau de dificuldade inserido na nossa missão de passar férias em família onde todos se divertem. Minha mãe já tem uma certa idade e embora ainda esteja cheia de disposição é preciso considerar algumas limitações e adaptar os nossos programas.

Para ajudar a todos aqueles que gostam e viajam com suas famílias, há pouco tempo resolvi transformar o meu blog Postcards from Lisbon, que inicialmente se dedicava a fotos das minhas viagens por Lisboa e Portugal, no Lisbon for Families, um espaço para compartilhar dicas e experiências de passeios com a família para quem viaja por Lisboa e Portugal.

Lisboa tem uma certa fama de cidade velha, e historicamente ela realmente é, mas a cidade nos últimos anos se renovou e além de belíssima, oferece atrações para públicos de todas as idades e perfis. E, portanto, vem se tornando cada vez mais, um ótimo destino para ser visitada com a família.

Independente de como é a configuração da sua família, vou tentar sempre abordar temas e passeios de forma inclusiva, considerando as peculiaridades e necessidades das famílias atuais!

Conto com a sua colaboração também para tornar o conteúdo do Lisboa para Famílias útil! Compartilhe suas dúvidas sobre viagem em família por Lisboa e Portugal por email ou pelas redes sociais (Instagram e Facebook) que tentarei sempre que possível ajudá-lo a esclarecer os seus  questionamentos sobre Lisboa.

Obrigada pela atenção e espero ter despertado em você a vontade de viajar com a sua família para Lisboa!